Wednesday, July 29, 2015

Sopa doce

.e picante.

Não! Isto não é uma sopa sobremesa.


A sopinha de ontem tava doce igual batata doce. Ficou bem picante também e foi um pouco engraçado pois a cada colherada era preciso respirar um pouco, tudo isso por conta da pimenta - tipo jiquitaia -  que é cultivada pelas índias da etnia Baniwa.

{confira também esta receita fácil com a pimentinha}

O mini inhame não é uma nova variedade gourmet, não se preocupem! Haha. É porque ele realmente estava pequeno.

Sopa doce e picante

4 un batata doce tamanho médio
3 inhames pequenos
1 cebola picada
1 colher de sopa de óleo de coco - tenho usado este
2 cm de gengibre - ralar com casca
Sal do bom a gosto
1 pitadinha de Puxuri ralado OU noz moscada
1 pitadinha de pimenta baniwa
Água

1. Descasque a batata  e o inhame e pique em pedaços aleatórios.
2. Coloque cerca de 2 litros de água para ferver.
3. Em uma panela funda doure a cebola no óleo de coco, adicione o gengibre e deixe cheirar um pouquinho. Adicione o inhame e a batata, mexa e adicione a água até cobrir todos os ingredientes.
4. Assim que ferver abaixe o fogo, adicione o sal a gosto e cozinhe por cerca de 20 - 30 minutos.
5. Triture no liquidificador até virar um creme, volte para a panela e finalize com o o puxuri e a pimenta. Ajuste o sal e sirva.

Ps: Se o seu liquidificador tiver um copo de plástico espere a sopa amornar para bater ou - melhor - amasse os ingredientes e cozinhe mais um pouquinho até ficar mais homogêneo.

Na real boa companhia is the best ingredient, a refeição é mais um detalhe.

Sunday, July 19, 2015

Bolo de macaxeira

.da série delícias de um liquidificador.


    Semana passada produzi comidinhas para o evento do projeto Tecendo Saberes que aconteceu na biblioteca Monteiro Lobato em São Paulo. O bufezinho foi servido no final da programação após bate-papo, cineminha e  contação de histórias. A Marie Ange Bordas, idealizadora do projeto, mostrou com seu trabalho a realidade de crianças do norte do país com o Manual das crianças do Baixo Amazonas (Cachoeira Porteira, Cuecé, Mondongo, São José e Silêncio) e também com o Manual das crianças Huni Kui (Acre). O material tem um conteúdo bastante rico e o evento mostrou para as crianças urbanas como vivem as crianças  dentro de outras culturas, como a quilombola e a indígena.

     Os ingredientes do norte do país são exóticos e as vezes desconhecidos pelas crianças (e adultos) de São Paulo e, por este motivo, decidi preparar um cardápio mesclando preparos "comuns" na cidade com ingredientes presentes na cultura das duas realidades em questão.

Antes do lanchinho fizemos uma roda para "tentar" mostrar e explicar alguns ingredientes, haha, confira:

    Foto: Lucas Calazans Luz

       A comunidade do baixo amazonas é uma região que pratica a extração da castanha do pará e por isso preparei receitas usando ela como base,  é o caso deste bolo. Aliás vamos a receita?

O bolo de macaxeira é um preparo muito comum em boa parte do Brasil. Usei como base a massa de macaxeira (aipim/mandioca), também conhecida como farinha de carimã ou massa puba. É basicamente uma farinha preparada a partir da mandioca fermentada, porém cada lugar tem um nome. Se você mora em São Paulo procure mercados especializados em ingredientes do norte ou use como alternativa  a mandioca ralada, funciona mas não fica tão leve.
Nesta receita usei para adoçar o açúcar demerara pois queria que a receita tivesse um aspecto claro amarelado já que o outro bolo foi a base de melado e ficou escuro. Se você quiser substitua o açúcar demerara por 1/2 xícara de melado ou açúcar de coco, funciona também!

Usei ovos orgânicos da Fazenda da Toca que apoiou o evento com os ovos e o suco!!! Gracias pessoal!

Bolo de Macaxeira

(1 bolo pequeno ou 12 individuais - experimente dobrar a receita para uma forma maior)

250g massa de macaxeira (farinha de carimã ou massa puba)
2 ovos orgânicos
300ml de creme de castanha*
3/4 xícara de açúcar demerara ou melado/açúcar de coco
1 colher de chá de cúrcuma/açafrão da terra em pó ou 1cm fresca
1 pitada de puxuri (se não encontrar use noz mosca
1/2 colher de sobremesa de fermento químico**
1 pitada de sal

1. Aqueça o forno e a 180 graus Celsius e unte uma forma de 20 cm de diâmetro.
2. Coloque tudo no liquidificador e bata até ficar cremoso, coloque na forma, decore com castanhas pela metade e leve ao forno por 20 minutos ou até ficar fofinho e dourado.
3. Espere esfriar e desenforme.

Servimos com café e suco de goiaba e manga ;)

* Coloque 3/4 xícara de castanha na água e deixe hidratar por algumas horas, escorra a água e bata com 150 ml de água no liquidificador, complete com água se for necessário chegar em 300 ml.
**Misture 2 partes de cremor de tártaro e uma de bicarbonato de sódio.

    
    Fim de festa e a equipe mais perfeita e divertida, sem eles seria impossível:
    Foto: Hamaram Nahohen


Friday, June 26, 2015

Bolinho de milho {salgado}

.da série delícias de um liquidificador.

           Esta receita foi especialmente criada para o Piquenique da revista Claudia Filhos (você pode ver mais detalhes neste post).
           É um bolinho de milho salgado, sem glúten, preparado com milho verde, ovos e um pouco de polvilho. Para uma experiência natural a sugestão é usar milho verde fresco, orgânico e não transgênico.

          Perfeito para levar no Pic Nic, lanchinhos e festinhas ;)

Bolinho de milho


14 unidades

6 espigas de milho verde
6 ovos caipiras
5 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
10 colheres de sopa de polvilho doce
orégano a gosto
1 pitada generosa de noz moscada
sal marinho a gosto

1. Pré-aqueça o forno a 200 graus. Debulhe o milho e bata no liquidificador com os ovos até ficar levemente cremoso, mas ainda com pedacinhos de milho.
2. Transfira a massa para uma tigela e adicione os demais ingredientes, bata bem com uma colher de pau e reserve.
3. Forre com papel manteiga forminhas para cupcake e unte o papel com manteiga. Preencha as forminhas com a massa e asse por 20 minutos ou até dourar.


Saturday, June 20, 2015

Um ano sem comprar roupas + dois costurando


  .quando uma cozinheira resolve costurar.

   Em agosto de 2013 fiz a primeira promessa de ficar um ano sem comprar roupas e nove meses depois fracassei, tive que recomeçar. Foi transformador e vou te contar como foi.


[Aventais para a Tati do Pata Lodge]



           Algumas pessoas, inclusive amigos próximos, não sabem porque do nada eu comecei a costurar, mas agora que passou quase dois anos decidi relatar pois a experiência foi positiva. Quem me acompanha aqui no blog sabe que o conteúdo principal são receitas e  deve estar achando um pouco estranho este assunto. Mas sim, claro! É preciso olhar para todas as dimensões de nossas vidas, não podemos nos limitar somente a origem e qualidade do que consumimos como alimento, né? Não vou negar que o cultivo de alimentos agroecológicos pode levar o mundo em outra direção assim como a alimentação saudável pode transformar a vida de uma pessoa, mas é preciso abrir os olhos para o que as outras "indústrias" estão impactando em nossas vidas, e a moda é uma delas.








(Ganhei este livro da Ana que trabalha na Hedra e achei bem interessante, recomendo)

Você sabe qual a origem do material da calcinha que você esta usando? Quem será que fez o teu pijama?

             Quando rompemos com um padrão, neste caso comprar roupa, passamos a encarar a situação com outros olhos e, além do questionamento, abrimos espaço para o novo, para a criatividade, ou melhor, para expressar quem realmente somos. 
             Mas será que nossa essência pode virar roupa? Ou melhor, nossa roupa pode expressar nossa essência? 



        Pode ser que sim. Inconscientemente, mesmo sem pensar, nos vestimos conforme nossa emoções e situações. Tem dias que estamos nos sentindo leve, lindo, depressivo, relaxado e as vezes nada disso importa pois vestimos uniformes. E este é o caso de quem trabalha em cozinha profissional por exemplo.

Mas porque parar de comprar roupas? Ou melhor, porque voltar a costurar?

            Boa pergunta. Vale lembrar que sou uma pessoa que cresceu em uma cidade industrial onde grande parte da população gosta de ir ao Shopping e costuma se vestir semelhante as outras. Diferente de outros lugares onde os estilos são mais expressivos.  Por isso sempre gostei de garimpar roupas em viagens e brechós de época, pois era o único jeito de encontrar peças acessíveis e originais.
           {Sorocaba produzia um linho de excelente qualidade e foi até considerada a Manchester paulista  devido seu histórico com a indústria têxtil e a estamparia.  Curiosamente estive na Manchester inglesa em 2006 - para fazer um curso de cozinha vegetariana - e na  ocasião conheci a cidade que,  além da história com a indústria de tecido, tem museus, brechós incríveis e transpira vanguarda. Não que a grama do vizinho seja mais verde mas não vi nenhuma semelhança com a manchester paulista no que diz a originalidade visual e cuidado com o patrimônio histórico.  Por aqui uma das fábricas virou shopping, outra virou empreendimento imobiliário e o que restou torcemos para que vire um museu de tecelagem.}
           Começou a ficar difícil encontrar boas opções pela região e as vendedoras tinham que ter paciência comigo. Sempre houve algo que me incomodava, as vezes um tecido, um zíper, uma textura, o corte, o acabamento e principalmente o estilo. Buscava algo que só agora descobri, estava guardado aqui dentro.
           Tudo isso para não falar no que é os bastidores desta industria. Como saber quem não explora? Hoje  existem tantos conceitos em volta de uma marca que fica difícil identificar quem realmente realiza um processo que beneficie a todos de maneira saudável dentro da cadeia produtiva.
            Sempre existiu uma vontade de costurar as próprias roupas mas nunca dei muito ouvidos pra isso, parecia impossível.


 
[O avental Roseira ficou com minha prima Paula]

            Processos são fundamentais para compreender como as coisas funcionam e também para poder colocar em prática nossas idéias, nada brota nas prateleiras do nada.          
            É importante ter consciência daquilo que consumimos. Ao comprar contribuímos para aquela cadeia continuar. Cada coisinha tem uma origem, uma composição, uma soma de manifestações. 

Fashion Week - engraçado!
BBC - documentário "Dying for a bargain"

Homo consumus, consumo logo existo

            Foi se um tempo, e não muito, algo como três gerações atrás onde quase toda mulher sabia costurar e cozinhar pelo menos o básico.  Tipo pregar um botão e fazer uma barra. Não estou julgando que seja bom ou ruim, apenas lembrando que as pessoas estavam vivenciando mais os processos. Quem não costurava sempre tinha uma irmã, uma tia ou até uma vizinha que entendia. Mas de repente tudo mudou. A indústria, baby, nos contagiou. O homo sapiens virou o homo consumus e  começou a consumir de tudo e mais um pouco.
            Esta semana  vi uma bota em uma vitrine que tinha um aspecto de "usado" pois deve estar na moda. Não é engraçado isto? Você comprar um objeto que parece que já foi usado mas na real tá na cara que não foi? 
            Mas e antes? Beeeeem antes. Como era feito para adquirir uma coisa que alguém não tinha? Fazia ou trocava. Eu tenho cacau e você tem limão, como é que faz? Feiras e trocas, sim Senhor.
             {Já troquei desde desenhos por aula de yoga até um aluguel em troca de levar um cachorro, o August, para passear todos os dias. Mas ainda sinto que existe resistência em trocar roupas, principalmente usadas. Concordo que precisamos doar também, mas e aquele vestido que você comprou e usou só uma vez e não consegue usar e nem doar? Bota para circular, plataformas como o enjoei e feiras de trocas são bons meios de começar.
         Nunca esqueço do bazar que fizemos no Rosinha lá em Águas de São Pedro, algumas peças eram tão boas que fizemos até um leilão, foi muito engraçado. Altas trocas com a Helô, Valentine, Ju e Ana. No primeiro bazar de troca da Morada troquei uma pintura por um  brinco de pedra da Lua e no segundo um vestido lindo por cartas de tarô. Mês passado troquei blusas com minha amiga Maria.}
            Foi entre estas e outras questões que optei por fazer esta promessa de ficar 1 ano sem comprar roupas. Ora bolas, a quantidade de roupas que tenho é o suficiente para viver e eu ainda posso trocar, doar e costurar. Tem coisa mais legal? Sim tem, pois costurar exige tempo, paciência, máquina de costura, tecidos, linhas e se você não curtir o processo o resultado não vai ser legal e a vida lá fora será mais interessante. O processo é valioso e no inicio parece impossível.

O primeiro sintoma

           

A parte boa é que por conta da promessa voltei a encarar a costura com mais afinco e com uma máquina Vigorelli antiga, presenteada por minha mãe, e uma Singer, presenteada pelo namorado, comecei fazendo bolsas e saias com tecidos de roupas velhas. Aprendi a costurar basicamente vendo vídeos pela internet. O molde eu já tinha uma base pois em 2007 havia feito um curso de modelagem e moulage, mas ficou faltando a parte da costura.
            Quando peguei o jeito na máquina comecei a costurar algumas saias godês para vender. Gosto de saia pois foi uma das primeiras peças de vestuário, homens e mulheres usavam em tempos antigos. Pronto,  nasceu Rita Maria. Um surto que ainda reverbera e este foi meu primeiro sintoma.



Assumindo o fracasso

            Em dezembro de 2013  adquiri 2 peças que minha razão achou que tudo bem pois não tinha saída:
            1. Uma calça jeans  - estava sem e não tinha maquinário para produzir.
            2. Um sutiã - precisei de um da mesma cor de um figurino de flamenco e eu não tinha a mínima noção por onde começar a costurar um sutiã.

             Mas o pior foi  em abril de 2014,  após 9 meses de caminhada, quando rompi a promessa durante uma viagem a Portugal. Comprei algumas peças de inverno pois fazia um frio de quebrar os ossos e foi o suficiente para me frustrar. Inconformada comigo mesma zerei e um mês depois comecei de novo. E foi aí, nestas semanas de intervalo, que comprei 3 vestidos. Foi uma espécie de descontrole,   me senti com falsa liberdade, foi estranho. Você já viu um filme chamado Surplus? É do Erik Gandini, me ajudou a abrir um pouco os olhos na adolescência.



   
A verdadeira promessa – 1 ano sem comprar roupa –
maio 2014, marco zero.

            Na primeira semana de maio de 2014 zerei e comecei a promessa novamente, agora incluindo bolsas e restringindo a não comprar nenhuma peça, mesmo que necessário. E Hoje 1 ano e um mês depois, consegui. Quando olho para trás muita coisa mudou, até uma camisa para o namorado consegui fazer. Foi muito difícil, fazer um jantar para 20 pessoas é muito mais fácil.
            Desta vez não participei do festival de dança onde faço ballet pois as academias padronizam o figurino e você não pode fazer o seu. Já na escola de flamenco acabei fazendo a loucura de produzir o figurino da minha turma inteira, 9 meninas, cada uma com um figurino diferente – e não contei para ninguém da promessa!!!!! O ano anterior já me incomodou o fato de comprarmos uma roupa pronta, afinal o figurino é tão importante dentro do contexto gitano que não consigo compreender porque as escolas de flamenco fazem isso. E, desta vez, ou eu fazia ou não dançava. Insisti com as meninas em criar um figurino ao invés de comprar pronto e elas super toparam. Foi quando busquei ajuda de uma professora de costura, a Gi.

O tema do festival foi uma homenagem a orquestra Casino de Sevilla e para  incrementar o figurino aprendi a fazer crochê e confeccionei, em viscose, dois mantos com franja, um pra mim e outro para a Juliana que foi quem trouxe esta idéia. No inicio pensei ser incapaz de fazer tudo aquilo, e sim tive problemas durante o caminho, normal. Uma das garotas não gostou, uma emagreceu muito e outra ficou grávida. Consegui contornar todas as situações mas após as apresentações me desliguei da escola. Senti uma certa frustração, pois na realidade gostaria de estar em um local onde cada dançarina confeccionasse o próprio vestido, afinal cada uma é uma.


Rita Maria – o nascimento da marca.

            Comecei a ser convidada para participar de alguns bazares com a Rita Maria que, além de saias, agora produz aventais, granolas, bolsas de retalhos e outras peças sazonais e artesanais. O primeiro foi o bazar do MACS (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba), depois veio o Ocupação Jovem, Mundo Mix em SP, na loja My Mobb e as edições do Bazar do Bar.



[bazar na Mymobb de Sorocaba]


            Além da costura acabei descobrindo o crochê, bordado e outras técnicas como o tingimento com índigo vegetal. 



Tingir é tipo cozinhar as roupas, mas é uma coisa bem mais sistemática do que preparar uma refeição. 

     O aprendizado com o índigo é recente e me trouxe reflexões mais profundas a respeito dos pigmentos de origem natural. O indigo merece um post só pra ele, mas aqui você já pode conferir algum resultado.

 São muitas coisas para aprender e desenvolver neste universo do vestuário. É como a cozinha, quanto mais praticamos mais descobrimos, é infinito.


[Avental com serigrafia artesanal para a Fer, do Alimentar Verde, usar em suas bodas culinárias]

 É tudo simples e artesanal mas o processo  tem sido cada vez mais interessante. Não consegui variar muito as peças pois a costura disputa o tempo com a cozinha, mas aos poucos ela esta invadindo. Pode ser que quem entende de moda ache tudo muito básico, mas a idéia é realmente esta. Uma peça simples, bonita e que funcione em um determinado estilo de vida. Acho que o avental-vestido é perfeito, você fica  linda e já esta com sua roupa de "trabalho".


[Avental Volpi que foi para a Marcela do Dona Violeta]

O detox

Quando deixei de comprar roupas observei alguns sintomas curiosos mas que com o tempo foi evoluindo em um sentido maior de consciência. 


[ilustra para coleção de camisetas Rita Maria para Ashtanga Yoga Floripa]

O primeiro estágio, a abstinência, foi quando senti o impulso de entrar em uma loja. Entrei para ver mas ao identificar que não poderia comprar veio uma estranha sensação, não sei descrever, talvez seja a abstinência.
O segundo estágio foi sentir o impulso de querer ver mas após entrar na loja já dava vontade de sair.
O terceiro estágio foi ver uma vitrine e sentir vontade de entrar na loja, mas logo em seguida o impulso perdia força e eu nem entrava.
No quarto estágio eu já não olhava e nem sentia vontade de ver e comprar nenhuma roupa. 
E, finalmente, o quinto estágio, o inesperado, foi quando começaram a me procurar para desenhar e criar peças.
[Crop Medita Flores para Ashtanga Yoga Floripa, fiz somente o desenho e modelagem, quem fechou a peça foi uma malharia]
[Avental para o crowdfunding do Brownie do Luiz)


Hoje vivo o sexto estágio, onde consigo identificar modelagens e acabamentos, observo , analiso e sinto que consigo absorver algo para mais tarde somar. Após desenvolver um pouco a prática da costura agora estou buscando trabalhar com tecidos orgânicos, que são mais caros e beeeeeem mais difíceis de achar. Para pessoas que compram poucos metros é muito difícil encontrar tecidos orgânicos e acessíveis, mas estamos indo em passo de tartaruga.
Não sei se vou ter a glória de experienciar o sétimo estágio, o que será? Tecer um tecido?

Malasana – a costura e o yoga

Parte do bem-estar que a costura me trouxe, além de proporcionar a sensação de realização, feminilidade, criatividade, raciocínio 3D  e outras tem como brinde os benefícios da postura Malasana do yoga ou a popular “cócoras”.

Este é o asana perfeito para ficar trabalhando no chão enquanto desenha molde ou corta tecido. Observe que as crianças usam esta postura direto para brincar e que, sem saber, alonga os tornozelos, panturrilhas, tendões, relaxa a região lombar, os órgãos inferiores e  aumenta a concentração.

Quem conhece costureiras sabe que é uma profissão que judia muito da coluna pois elas passam muito tempo sentadas. Mas na verdade quando você vivencia todo o processo este assana pode trazer benefícios ao invés de prejudicar.

A consciência de vestir

I – Somos livres para vestir e não precisamos seguir uma moda que esta sempre mudando.

II - A moda deixa as pessoas iguais. Quanto mais na moda e descolado você for, mais sem personalidade você é, visualmente falando.

III - A moda detox é mais uma moda, porém interessante. Os antenados da moda já falam em descarte, fibras naturais, pigmentos botânicos e os brechós entram ainda mais na moda. Rs. 

IV - A moda desvaloriza quem faz e valoriza quem “cria”, mas o cenário esta se modificando, Graças a Dios. Em outras palavras a costureira, assim como a cozinheira, são desvalorizadas. Ao contrário do estilista e do  chef de cozinha.

V - São raros os que desenham e também modelam e  costuram. Por isso é importante valorizar os alfaiates e sapateiros artesanais de sua cidade.

VI  - Slow Fashion é interessante. A moda se inspirou na cozinha com o Slowfood (e o detox) e hoje busca um resgate e a valorização de peças únicas e atemporais.

VII – Estar fora de moda e costurar as próprias roupas são maneiras de descobrir o próprio  estilo.

VIII – Se você não pode fazer valorize quem faz.

IX – Desconfie das roupas assim como você desconfia de um milho, procure saber a origem.

X – Glamour é um lixo e a simplicidade é um luxo.

XI- O lixo é um luxo. – Reutilizar matéria-prima é super.

No próximo post prometo que coloco receita ;) 


[Mandioquinha no ateliê]

Monday, June 1, 2015

Sopa Lua

.já viu a lua?.


.da série delícias de um liquidificador.

Quando tem visita em casa tudo fica mais fácil. E a vontade de cozinhar? Do nada aparece. Sim, eu sei, pela quantidade de receitas que tem no blog parece que cozinho todo dia e toda hora, mas não é verdade.

Hoje senti vontade de preparar algo simples e ao mesmo tempo especial. Foi quando surgiu esta sopa de cenoura e inhame temperada com o requintado açafrão. Um simples sofisticado.

Para preparar a Sopa Lua você vai precisar dos seguintes ingredientes:

6 cenouras médias
2 inhames grandes ou 3 médios
1 cebola
1/3 pimenta dedo de moça seca no sol OU pimenta calabresa
1/2 limão da roça
1/2 colher de café de açafrão em pistilos ou pó.
Água - o suficiente para cobrir os ingredientes
Sal
Azeite de Oliva extra virgem

O preparo é simples:

1. Coloque água para ferver, aproximadamente 1,5 litro. Enquanto isso pique a cenoura o inhame e a cebola, em seguida jogue-os na água.
2. Assim que ferver abaixe o fogo, adicione o açafrão, a pimenta e o sal. Cozinhe até a cenoura e o inhame ficarem macios. Desligue o fogo e deixe a sopa descansar por 10 minutos.
3. Triture tudo no liquidificador, em seguida volte a sopa para a panela e aqueça novamente até ferver.
4. Finalize com um generoso fio de azeite e o limão espremido, mexa bem e sirva.
Sugestão: salpique com semente de girassol tostada na hora.

Maravilhosa para comemorar um dia perfeito.


Wednesday, May 20, 2015

Suco de outono

.da série delícias de um liqüidificador.


           Para quem sofre com os problemas respiratórios nesta época do ano, como eu, precisamos nos prevenir em dobro! As variações de temperatura, frequentes no outono, afetam os mais sensíveis e todo cuidado é pouco. 
           O gengibre é um bom amigo,  nos acompanha pela manhã nos sucos e durante a noite nos chás. 

         

SUCO DE OUTONO
[1 copo grande ou 2 pequenos]

250ml de leite de gergelim [aprenda como fazer no final do post]
2 maçãs orgânicas
0,5 cm de fava de baunilha*
1 cm de gengibre com casca
1 fio de mel a gosto [opcional]

Bata tudo no liqüidificador e sirva imediatamente. Se o gengibre for velho e sua casca estiver grossa talvez precise coar.

*Quando uso as sementes da fava de baunilha em algum preparo especial costumo guardar as "casquinhas"para outras receitas, como este suco.
Ah! No dia seguinte fiz o suco sem o mel e ficou bom também.





Leite de gergelim

Este leite pode ser feito com a semente de gergelim germinada ou não.
Se você ainda não sabe como germinar um gergelim confira aqui.

1/2 xícara de semente de gergelim com a pele, germinado ou cru
2 xícaras de água pura, aproximadamente
1 pitadinha de sal

1. Lave as sementes e deixe de molho por 1 noite, se o seu gergelim esta germinado pule esta etapa.
2. Pela manhã escorra, coloque no liqüidificador com a água e o sal. Triture até ficar cremoso.
3. Em um saquinho de voal, linho ou algodão coe seu leite, espremendo bem com as mãos, para um recipiente fundo.
4. Utilize o leite ou guarde por 2-3 dias na geladeira.
5. Reserve a polpa para outro preparo. Já experimentei colocar no pão de fermentação natural, farofa e massa de torta, o gergelim dá um toque amargo bem bom na receita.

Tuesday, May 12, 2015

Cozinhando para o Repórter Eco

.o blog na tv.

No último domingo o blog apareceu no Repórter Eco e fiz algumas receitas bem fáceis, 2 são do novo livro. Você pode conferir a matéria aqui.
Agradeço aos amigos Valéria e Pierre que cederam a aconchegante cozinha.

Na receita vai a farinha de copioba, que acabei conhecendo na Bahia, é uma farinha bem fininha, maravilhosa, e fica ótima em preparos como este.
Foi no burguer de couve-flor que usei a farinha, olha ela ali:




Burguer de couve-flor e mandioqunha

1 couve flor ralada
400g mandioquinha cozida e amassada
1 dente de alho amassado
1 colher de chá de cúrcuma em pó ou 1 cm de cúrcuma fresca ralada
Salsinha fresca picada
Farinha de mandioca (gosto de usar a fina)
Puxuri ralado a gosto
1 pitada de pimenta baniwa
Sal

1. Misture a couve flor com a mandioquinha, o alho e os temperos, acerte a liga com a farinha de mandioca até atingir consistência moldável.
2. Doure no óleo de coco e siva.






Saturday, May 9, 2015

Aula de cozinha na feira de orgânicos de Porto Alegre


.sem palavras.

Quando recebi o convite da Denise para dar aula na feirinha agroecológica de Porto Alegre fiquei tri contente. Acredito que a feira será uma boa forma de conhecer não só a cidade mas a oferta de alimentos ecológicos da região.

Serão duas oficinas no dia 30 de maio, uma de manhã e outra a tarde. É possível fazer só uma ou as duas.



Cozinha criativa - 9:30
O tema central desta oficina será "elaboração de cardápio x cozinha vegetariana", onde o cardápio é elaborado em aula com os alunos e em seguida preparamos receitas. Esta aula é direcionada para aqueles que já cozinham e estão reduzindo a carne do cardápio mas ainda sentem dúvidas em relação a combinação dos ingredientes e também para quem já é vegetariano mas sente dificuldade em criar cardápios mais elaborados, saborosos e atrativos. É uma oficina interessante onde acaba sendo uma soma dos alimentos disponíveis e de todos os presentes. É sempre um desafio, no final compartilhamos tudo que foi preparado.




Naturalmente doce - 14:00
Nesta oficina serão elaborados docinhos e mimos  que levam diferentes tipos de ingredientes doces como açúcar de coco, frutas frescas, frutas secas e mel.

• Docinhos vivos*
• Docinho de amaranto
• Frutas da época em infusão*
• Torta crua*
• Barrinha de frutas*
• Bolo de niver*

*vegan

A Feira da cultura ecológica Menino Deus já tem mais de 20 anos e começa às 7:00, as oficinas são a partir das 9:30, ou seja, para quem não conhece e for participar da aula é legal chegar antes para conhecer.

Nos dias de feira o Sr. Anselmo prepara uma deliciosa sopa vegana para os produtores e visitantes, fica a dica!

$ o valor de cada aula é 100,00 e quem faz as duas tem desconto.
Local: Feira da Cultura Ecológica Menino Deus
Reservas: agroecologicameninodeus@gmail.com

Friday, May 8, 2015

Amaranto pipoca


 .diversão garantida.

.as menores pipocas já vistas.

Coisa divertida de fazer, garanto, aprendi no processo de desenvolvimento do novo livro que leva como tema esta sementinha maravilhosa.


Deve existir 1000 formas de preparar a pipoca, principalmente em grandes quantidades, mas esta aqui é uma forma caseira e que funciona. Se acaso souber de outra por favor compartilhe!

Para fazer a pipoca é super simples e você precisa basicamente da sementinha e não o flocos, certo?

A segunda coisa que você vai precisar é uma panela de fundo grosso e funda, afinal a sementinha vai começar a estalar e pular, é muito divertido. Eu uso uma de inox.

O primeiro passo é aquecer tua panela. Se o seu fogão for um convencional caseiro deve levar cerca de 5 minutos, chamas mais fortes vão aquecer muito mais rápido, óbvio. Enquanto isso pegue mais 2 coisinhas que vamos usar: um pote  (evite plástico) e um pano de prato limpo e seco.

Assim que a panela ficar bem quente espalhe 1 punhado de amaranto, aproximadamente de 1 a 2 colheres de sopa, e tampe com o pano de prato para não voar sementes pelo fogão, é muito rápido em menos de 10 segundos as sementinhas estão pipocadas. É só despejar a pipoca no pote e repetir o processo com o restante das sementes. Não tem erro, se a pipoca demorar para estourar é porque a panela não esta quente o suficiente. Preste atenção com os seguintes pontos, para evitar acidentes:

• Na hora de cobrir a panela com o guardanapo de pano aproveite e forme uma espécie de proteção para as mãos para segurar as alças da panela, as vezes é necessário fazer alguns movimentos circulares e a panela vai estar muito quente. Nunca tentei com a tampa pois sinto que não dá tempo, você tem que ver pela fresta do pano como esta lá dentro e já despejar, queima muito rápido, é bem impressionante. Adrenalina.

• Tome cuidado para o pano não atingir a chama e causar um acidente.

O amaranto pipoca veio parar aqui por conta do lote da Granola Tropical que leva amaranto pipoca. Como a granola é vendida com a receita e o procedimento é desconhecido para muitos resolvi detalhar minha experiência aqui no blog mesmo, desta forma as pessoas podem reproduzir em casa.


[aguardem as próximas granolas]



Tuesday, April 14, 2015

Sopa de outono

.cozinhando na casa da amiga.








Foi um dia interessante! 
O friozinho veio e o dia basicamente terminou em sopa, miam.

A Angélica trouxe abóboras frescas e picadas (linda!) e, óbvio, elas praticamente se jogaram na panela. Cozinharam lentamente com outros  ingredientes que, tranqüilamente, vamos cortando e colocando na panela em uma ordem de consistência. Pra quem nunca tentou adianto que é um jeito fácil de fazer sopa. Ah! A gordura adicionamos no prato, assim fica ao gosto do cliente.

[o segredo é cozinhar bem devagar e deixar a abóbora e a cebola derreter]

Sopa de outono 

*vegan

{Usamos o que tinha na geladeira da Maria}

1 boa porção de abóbora pescoço em cubos
1 cebola em rodelas
1 pimenta em rodelinhas (usei dedo de moça seca no sol)
2 cm de gengibre
1 anis estrelado
3 folhas de louro
1 bandeja de shitake (Maria quis fatiar)
Folhas de espinafre 
Vagem picada 
Sal
Gordura de sua preferência

1. Coloque a abóbora em uma panela e cubra com água, leve ao fogo e deixe cozinhar em fogo baixo. Enquanto a abóbora cozinha adicione o anis, o louro, a pimenta, a cebola, sal e o gengibre ralado (usei só o suco dele e descartei a fibra, se preferir fazer assim é só comprimir ele ralado sobre a sopa - você vai ver!)
2. Adicione o shitake e continue cozinhando a sopa até a abóbora ficar super macia, quando atingir este ponto amasse a abóbora com as costas de uma concha de sopa (a Angélica que me ensinou), cozinhe mais 5 minutos e desligue a sopa, adicione a vagem e as folhas de espinafre rasgada, pronto esta pronto.
3. Deixe a sopa descansar aproximadamente 5 minutos com tampa aberta, sirva em um prato e finalize com alguma gordura (ou não).


Óbvio que esta é uma simples sugestão de cozimento de sopa, veja o que pode ser substituído:
Vagem: brócolis, couve-flor, ervilha torta, salsão, favas verdes...
Espinafre: escarola, couve, folha de brócolis, folha de amaranto/bredo, acelga, repolho...
Abóbora: inhame, batata, batata doce, mandioquinha...

Friday, April 3, 2015

Leite de coco feito em casa

.da série delícias de um liquidificador.

Resolvi fazer este post pois o leite de coco é um ingrediente muito usado nas receitas brasileiras e fica muito mais gostoso quando feito em casa.




Bater o coco com a água e coar é rápido e fácil, mas... e abrir o coco?




Leite de coco feito em casa


1 coco seco
1 abridor  de vinho
500ml água morna, aproximadamente
1 pitada de sal






  1. O primeiro passo para preparar teu leite de coco é retirar a água do coco. Com um abridor de vinho  fure um dos olhinhos do coco e extraia a água, as vezes é necessário furar dois para ter uma passagem de ar.
  2. Retire toda a água e confira se o cheiro esta bom. As vezes o coco pode estar estragado e logo você percebe pelo cheiro da água. Se a água estiver boa você pode beber! Eu mesma sempre bebo, lembra infância.
  3. Queime o coco na boca do fogão, todos os lados, isso vai ajudar a polpa soltar da casca.




  1. Procure alguma pedra,  e comece a dar batidinhas ao redor do coco, bem onde você quer abrir. Aumente a força da batida até quebrar.
  2. Solte a polpa da casca, existe utensílio próprio pra isso, mas se você queimou bem não vai ter problema.




{confira também o vídeo de como abrir cupuaçu}


  1. Rale o coco e coloque no liquidificador, cubra com água morna*, a pitada de sal e processe.
  2. Coe em um pano de linho, voal ou algodão neutro, aperte bem para extrair todo o leite, separe a polpa para algum outro preparo.


A gordura do coco é bem sensível ao clima, em temperaturas baixas tende a ficar consistente e em locais quentes fica liquida. Como moro no interior de São Paulo sugiro colocar a água morna para  extrair o leite, caso contrário, com água fria a gordura do coco se solidifica e não deixa o leite tão rico. Experimente fazer e observe as características.


Este jeito de abrir o coco é tradição da minha família, com certeza existem outras maneiras, se souber por favor compartilhe!

Dica: O ideal é usar o leite na hora pois ele tende se separar. Se for usar em moquecas, ou preparos que vão ao fogo e não levam amido, misture 1 colher de polvilho para não talhar.




Friday, March 27, 2015

Creme de inhame com louro fresco


.resquícios de um almoço.
{vegan}

[creme de inhame feito com Carol querida]

Este creme da foto foi preparado na aula de cozinha criativa, com a amiga Carol Godefroid, e quis repetir a dose pois ficou tão gostoso, foi finalizado com azeite de pimenta e florzinha de erva doce da horta, bom demais.

No começo do mês recebi em casa a Ana Laura, do blog Pistache gourmet, e fiz um almoço pra gente. Foram três receitas que formaram um único prato: Creme de inhame [de novo!], Azeite de pimenta e Quinoa negra temperada. 

{A qualidade dos ingredientes é algo que sempre devemos considerar}

O Inhame e a cúrcuma consegui com uma produtora de orgânicos de Ibiúna que agora esta vendendo em dois pontos de Sorocaba, ela se chama Josefa e no final do post indico onde a encontrar.

Em casa temos a honra de ter um pé de louro bem próximo a cozinha, aliás se você tem quintal é algo a se pensar pois o sabor da folha fresca é outro quando comparado ao louro seco, nem melhor ou pior, simplesmente diferente.



A receita é extremamente simples mas para executa-la é preciso ter um leite de castanha em mãos, se não souber como preparar confira aqui.


Creme de Inhame com louro do jardim


500g  inhame (preste atenção pois em alguns lugares do Brasil inhame é cará e em outros cará é inhame)
500 ml de leite de castanha do pará
500 ml água fervente [aproximadamente]
4 folhas de louro fresco
1 fatia de cúrcuma fresca OU 1 colher de café rasa de cúrcuma em pó (também conhecido como açafrão da terra)
Puxuri ralado a gosto
Sal a gosto

1.Descasque e pique o inhame em pedaços grandes, reserve. Aqueça uma panela de fundo grosso e derreta o óleo de coco, em seguida doure as folhas de louro com a cúrcuma  e adicione o inhame, mexa bem e assim que começar a dourar adicione a água e o leite. O liquido deve ser o suficiente para cobrir o inhame, não mais que isso.
Assim que ferver abaixe o fogo e adicione o sal, cozinhe até o inhame ficar macio.
Retire as folhas de louro, finalize com puxuri* ralado a gosto e triture a sopa no liquidificador até ficar cremosa, se o copo do liquidificador for de plástico espere esfriar um pouco antes de bater.
Sirva em cumbucas, finalize com uma colher generosa de quinoa cozida  e finalmente o molho de pimenta.

Obs: O louro em excesso causa sonolência e neste dia eu senti um pouco pois usei 8 folhas, então achei melhor diminuir para 4. Mas se for de noite, no fim de um dia agitado, porque não?

Azeite de pimenta com menta


A região de Votorantim/Sorocaba é perfeita para cultivar pimentas, os pés de casa quase sempre estão fartos e costumam oferecer muito mais do que precisamos. Faz 3 semanas fui cozinhar na Fazenda da Toca e levei uma cesta cheia de pimenta para um almoço {foram douradas com umbigo de banana} e mesmo assim o dia que a Ana veio o pé de dedo de moça estava tão carregado que alguns galhos encostavam no chão. Como pode?

Para compor o molho usei ervas da horta, orégano e muita menta.

Atenção! Este molho, ou azeite, costumo preparar com a pimenta dedo de moça sem a semente, se for usar pimentas mais fortes procure fazer em lugar aberto para não causar problemas, já que o calor também  traz  as características da sua pimenta para o ar, portanto verifique se ninguém é alérgico no local antes de preparar. Não me responsabilizo pelos eventuais danos que este preparo pode trazer, afinal as pessoas e as pimentas são distintas! Ok, ufa, vamos a receita!

10-20 pimentas dedo de moça cultivadas sem agrotóxico
1 cabeça de alho cortada ao meio com casca e tudo
Folhas de menta e orégano fresco
200 ml de azeite de oliva extra virgem

1.   Corte as pimentas de comprido e raspe toda a semente fora, fatie as pimentas em tirinhas e reserve, se for preciso use luvas para não queimar as mãos. Aqueça uma frigideira de fundo grosso e adicione 1 colher de sopa de azeite, coloque o alho no azeite com a parte cortada virada para a  frigideira e deixe dourar, adicione as ervas e mexa lentamente, em seguida adicione a pimenta em tiras e doure levemente. É bom abrir as janelas pois o ar pode ficar bem picante, vai depender da pimenta. Mexa até dourar e então desligue a chama. Aguarde 5 minutos e então adicione o restante do azeite até cobrir as pimentas por completo e deixe curtir com a pimenta e os temperos. Guarde tampado, depois de frio, em temperatura ambiente por 1 semana ou na geladeira por até 3 semanas.

A quinoa temperada não tem segredo, é só lavar bem as sementinhas e cozinhar até ficar al dente. Depois de cozida tempere com sal, limão, azeite e cebolinha picada na hora. Pronto!



Olha a mesa que simples ficou, precisa mais?  O dia estava chuvoso e a sobremesa foi no ateliê ;)



*O Puxuri é uma especiaria encontrada, principalmente, na Amazônia e é simplesmente deliciosa, tenho usado e abusado desta delícia. É considerada a noz moscada brasileira e pode ser usada em diversos preparos.

A Josafa, que produz e vende orgânicos na região fica aos sábados na feirinha agroecológica do parque Chico Mendes e agora abriu um Box no Ceagesp de Sorocaba.